MP denuncia dono, segurança e funcionário de restaurante por matar adolescente após ele colher frutas

vemvercidade 29 Nov, 2017 07:59 - Atualizado em 29 Nov, 2017 08:03 Do G1-BA
Segurança suspeito de matar adolescente em pomar é preso pela polícia
Reprodução/ TV Bahia Segurança suspeito de matar adolescente em pomar é preso pela polícia

Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) denunciou o dono do Restaurante Paraíso Tropical, Luiz Gilberto de Andrade Pimentel, conhecido como Beto Pimentel, o segurança Fabilson do Nascimento Silva e o funcionário Antônio Santos Batista, por envolvimento na morte do adolescente Guilherme Santos Pereira da Silva, de 17 anos, em 17 de abril deste ano, nos fundos do restaurante, no bairro do Cabula, em Salvador.

A denúncia foi oferecida à Justiça pelo promotor Antônio Luciano Assis. A juíza Andrea Sarmento Netto manteve a prisão preventiva de Fabilson Silva e proibiu Luiz Pimentel de sair de Salvador sem autorização judicial.

O G1 não conseguiu contato com Beto Pimentel, que também é o chef de cozinha do restaurante. À época do crime, ele negou que a área onde o corpo estava fazia parte da propriedade dele. Ele também chegou a dizer que não havia seguranças no local e que o pomar onde os rapazes estariam é cercado com arame.
Segundo a denúncia do MP-BA, Guilherme e outros amigos coletavam frutas em uma região conhecida como “roça”, próxima ao portão que dá acesso aos fundos do Restaurante Paraíso Tropical, quando foi atingido por tiros na cabeça.

A denúncia afirma que Beto Pimentel ofereceu uma arma que mantinha em sua casa para o segurança Fabilson Silva que, por um buraco no portão que dá acesso à “roça”, efetuou o disparo contra o adolescente, a uma distância de cerca de nove metros.

Beto Pimentel ainda teria ordenado ao funcionário que atirasse nos adolescentes, conforme a denúncia. Em seguida, sem prestar socorro à vítima, o dono do restaurante, Fabilson Silva e Antônio Batista teriam retirado o corpo do adolescente do local do crime e o colocaram a uma distância aproximada de 350 metros. Segundo o MP, isso foi revelado em laudo pericial do inquérito policial.

Beto Pimentel e Fabilson Silva foram denunciados por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante emboscada e por ocultação de cadáver. Já o funcionário Antônio Batista responde à denúncia por auxiliar os dois primeiros na ocultação do corpo do adolescente.

O dono do restaurante ainda foi denunciado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, pois não possuía autorização para porte e nem registro.

Caso

Conforme a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a vítima foi encontrada morta após passar dois dias desaparecida. No dia 28 de abril, a polícia divulgou que o segurança era suspeito do crime. Ele ficou foragido e só foi localizado pela polícia cinco meses depois.

Segundo a polícia, os amigos do adolescente contaram, em depoimento, que ouviram um barulho de tiro enquanto estavam no local e correram. Quando olharam para trás viram Guilherme caído no chão, mas não pararam para ajudá-lo.

Depois, o grupo voltou e só encontrou o boné e a sandália do adolescente no local. O irmão de Guilherme, Rafael dos Santos, contou que um dos meninos que estava com o adolescente viu um segurança do restaurante efetuar o disparo.




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