Nordestina: Trabalhadores da Mineradora Lipari denunciam atrasos em salários e benefícios

vemvercidade 19 Jan, 2026 19:51 - Atualizado em 19 Jan, 2026 21:36
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Reprodução IMAGEM ILUSTRATIVA

Funcionários da Lipari Mineração, localizada no municipio de Nordestina, na região sisaleira da Bahia, denunciam atrasos no pagamento dos salários de dezembro e outros benefícios trabalhistas. Segundo relatos, a situação permanece irregular até esta segunda-feira (19/01), apesar da promessa de quitação feita pela empresa até o último dia 16.

De acordo com um colaborador que preferiu não ser identificado, os problemas não se restringem ao salário de dezembro. Ele afirma que o FGTS está atrasado há cinco meses, e que o cartão alimentação também não foi carregado

“O negócio tá sério, a gente sem receber, as contas todas atrasadas, aluguéis, entre outras coisas. Cada dia eles soltam um comunicado, e é sempre descumprindo a promessa”, desabafa.

O VemVer Cidade teve acesso ao mais recente comunicado da empresa, datado de 15 de janeiro de 2026 (veja ao final da matéria). Nele, a Lipari reconhece o atraso nos salários de dezembro e atribui o problema à suspensão temporária das atividades de mineração, que teria levado a empresa a buscar financiamento externo de curto prazo para cumprir suas obrigações.

O documento afirma que os valores seriam liberados até 16 de janeiro de 2026, o que não ocorreu até esta segunda-feira (19/01), de acordo com os trabalhadores.

No mesmo comunicado, a empresa alega enfrentar um cenário desafiador, com queda persistente nos preços dos diamantes naturais e interrupções operacionais que comprometem o fluxo de caixa. A administração afirma estar buscando alternativas para manter as operações e estabilizar o negócio.

A equipe de reportagem entrou em contato com a Lipari Mineração nesta segunda-feira (19), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

A Lipari Mineração atua desde 2016 na Mina de Braúna, em Nordestina, sendo responsável por cerca de 81% da produção nacional de diamantes, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) de 2022. Trata-se da primeira mina de diamantes em rocha kimberlítica da América do Sul, com capacidade anual de produção superior a 340 mil quilates.


VEJA O COMUNICADO NA ÍNTEGRA: