PF faz operação para afastar três prefeitos do PSD-BA suspeitos de fraudar contratos que somam R$ 200 milhões

vemvercidade 07 Nov, 2017 09:35 - Atualizado em 07 Nov, 2017 09:46 Com Bahia Noticias e G1
osé Robério (esq), Claudia Oliveira e Agnelo Santos (dir) são os prefeitos afastados na Operação Fraternos, que investiga fraudes em contratos no sul da Bahia.
Reprodução/G1 osé Robério (esq), Claudia Oliveira e Agnelo Santos (dir) são os prefeitos afastados na Operação Fraternos, que investiga fraudes em contratos no sul da Bahia.

Os prefeitos de Porto Seguro, Cláudia Oliveira; de Eunápolis, Robério Batista de Oliveira; e Santa Cruz Cabrália, Agnelo Santos, todos do PSD, serão conduzidos coercitivamente, dentro da Operação Fraternos da Policia Federal.

Segundo o delegado Alexsander Dias, há a possibilidade de prisão preventiva dos três, o que será avaliado durante depoimento dos acusados. 

“Se a gente achar que haja risco da investigação, não só eles, como outros podem ser presos”, disse o delegado Alecxander Dias ao Bahia Notícias. 

Na operação, o secretário de administração de Eunápolis foi preso e a secretária de saúde de Porto Seguro, junto com um funcionário da cidade, foi conduzida coercitivamente. 

O afastamento dos três prefeitos só pode ser revogado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília.  Ao todo, cerca de R$ 200 milhões foram desviados pela organização criminosa. 

O esquema de corrupção

De acordo com as investigações da PF, as prefeituras de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz Cabrália contratavam empresas ligadas a familiares dos prefeitos para "fraudar licitações", simulando uma competição entre elas pelos contratos públicos.

Após a contratação das empresas, afirma a Polícia Federal, parte do dinheiro repassado pelas prefeituras era desviado, por meio de "contas de passagem" registradas em nome de terceiros para tentar dificultar a identificação dos beneficiários finais.

Os investigadores apuraram que, na maioria das vezes, o dinheiro desviado dos cofres dos três municípios baianos retornavam para os integrantes da suposta organização criminosa.

A PF destaca que a empresa de um dos prefeitos investigados era utilizada para lavar as propinas. Os policiais não informaram qual dos prefeitos era proprietário da empresa que virou uma espécie de lavanderia do grupo.




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